Boris Johnson admite festa em Downing Street durante lockdown e é pressionado para deixar o cargo

Enfim, o primeiro-ministro Boris Johnson admitiu, diante do parlamento britânico, que houve uma festa no jardim de Downing Street em maio de 2020, quando todo país estava em lockdown.

Na época, qualquer encontro público ou privado estava proibido. Casamentos foram adiados, funerais aconteceram sem testemunhas e as pessoas que quebraram as regras receberam penas e multas. Algumas chegaram a ser temporariamente presas. Menos em Downing Street.

Nesta quarta-feira (12/01), Boris pediu desculpas por participar da festa, cujo convite enviado por e-mail a cerca de 100 pessoas (30 compareceram) pedia que os participantes trouxessem “sua própria bebida e aproveitassem o clima”.

Boris disse aos deputados que o evento no jardim de Downing Street estava “tecnicamente dentro das regras”, mas ele deveria ter percebido como seria para o público. E que teria qualificado erradamente a ocasião como um evento de negócios.

O líder trabalhista Keir Starmer disse que o PM deve agora desistir do que ele chamou de suas “ridículas” mentiras e desculpas.

Johnson também está sob pressão dentro do seu próprio partido, com deputados conservadores saindo em defesa da renúncia do primeiro-ministro.

William Wragg, um dos líderes dos Tories, disse à BBC Radio 4 que a posição do PM é “insustentável” e que ele deveria se demitir. “Eu não acho que deva ser deixado às conclusões de um funcionário público para determinar o futuro do primeiro-ministro e, na verdade, quem governa este país”, disse em relação ao relatório que está sendo preparado pela sênior civil servant Sue Gray.

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