Após semanas de calor extremo, a mudança no tempo deve trazer alívio diante dos incêndios florestais e da redução dos estoques de água em várias regiões do país.

A onda de calor que atingiu grande parte do Reino Unido deve perder força nos próximos dias, dando lugar a um período de maior instabilidade, com previsão de chuva por até quatro dias consecutivos e queda significativa das temperaturas. A mudança encerra a quinta onda de calor registrada no país neste ano e deve ser recebida com alívio em regiões afetadas pela seca e por incêndios florestais.

As previsões meteorológicas indicam que a transformação começará no domingo, quando áreas extensas do Reino Unido deverão registrar chuvas. A Escócia será uma das regiões mais afetadas, especialmente o noroeste, onde alguns pontos poderão acumular até 84 milímetros de chuva.

Nas Terras Altas, no nordeste, centro, sudoeste e sudeste da Escócia, os volumes poderão chegar a aproximadamente 47 milímetros, com acumulados de até 54 milímetros em determinadas localidades.

Chuva chega após semanas de calor extremo

Quanto mais ao sul, a chuva tende a ser menos intensa, mas ainda são esperadas pancadas fortes em partes do noroeste da Inglaterra, no noroeste e sul do País de Gales e no norte e centro da Irlanda do Norte.

No sul e sudeste da Inglaterra, algumas áreas poderão registrar apenas chuviscos. Essas regiões, juntamente com grande parte do País de Gales, estão entre as mais afetadas pelas condições extremas das últimas semanas.

Atualmente, quase três quartos da Inglaterra e todo o País de Gales estão em situação de seca, segundo os dados citados nas previsões.

Além de trazer umidade ao solo, a mudança deve provocar uma queda expressiva nas temperaturas. No domingo à tarde, a Escócia deverá registrar máximas entre 10 °C e 15 °C. Condições semelhantes são esperadas na Irlanda do Norte e nas regiões norte do País de Gales e da Inglaterra.

No sul da Inglaterra e no sul do País de Gales, o clima permanecerá relativamente mais ameno, com máximas entre o fim da faixa dos 10 °C e o início dos 20 °C.

Chuva deve continuar até quarta-feira

Na segunda-feira, a instabilidade deverá avançar principalmente pelo sul da Inglaterra. As chuvas devem ser predominantemente leves, com acumulados entre 17 e 22 milímetros, embora algumas áreas da costa sul possam registrar volumes maiores.

Grande parte do restante do Reino Unido deverá permanecer seca. As temperaturas ficarão entre os 10 °C e os 20 °C na maior parte da Inglaterra e do País de Gales, enquanto Escócia e Irlanda do Norte terão condições mais frias.

A terça-feira deverá manter temperaturas semelhantes, mas com possibilidade de chuvas mais intensas. Novamente, a Escócia aparece como a região mais afetada, especialmente nas áreas norte e central, onde os acumulados poderão ficar entre 17 e 24 milímetros.

Para o restante do Reino Unido, a previsão aponta pouca ou nenhuma chuva.

Na quarta-feira, grande parte do país deverá voltar a apresentar condições predominantemente secas. A região de East Anglia, no leste da Inglaterra, poderá concentrar as principais pancadas, com acumulados previstos entre 17 e 23 milímetros.

As temperaturas deverão permanecer entre os 10 °C e os 20 °C em grande parte do território.

Mudança traz alívio após incêndios e seca

A chegada da chuva ocorre em um momento crítico para o Reino Unido. O calor extremo e a prolongada ausência de precipitações contribuíram para o agravamento da seca e para a ocorrência de dezenas de incêndios florestais em diferentes partes do país.

O Escritório Meteorológico britânico prevê condições mais frescas e ventosas, especialmente no noroeste, à medida que diferentes áreas de chuva avançam pelo território.

Para o período entre domingo e terça-feira, a previsão oficial indica uma chegada gradual de condições mais frescas ao sudeste, com períodos de sol, enquanto o noroeste deverá ficar mais ventoso e receber diferentes faixas de chuva, algumas potencialmente fortes.

A mudança representa uma ruptura significativa com o cenário das últimas semanas, marcado por temperaturas excepcionalmente elevadas, solo seco e pressão crescente sobre os recursos hídricos.

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