O evento marcou de forma inesquecível o cenário cultural da Bahia, promovendo uma imersão vibrante em arte, educação, gastronomia e integração sociocultural.

Realizado em Salvador, Valença e na paradisíaca Ilha de Boipeba, o evento reuniu artistas, autoridades, escritores e comunidades locais em uma programação plural, reafirmando o compromisso do festival com o fortalecimento da língua portuguesa e o diálogo entre culturas. Nesta edição, o festival celebrou também o bicentenário das relações entre Brasil e Reino Unido, destacando a influência recíproca entre os dois países e reforçando a importância do intercâmbio artístico internacional.

Flávia Wenceslau e Camerata de Boipeba


A solenidade de abertura ocorreu na Sala Mário Cravo, na histórica Casa do Comércio, onde um jantar elegante reuniu convidados especiais, representantes do setor cultural e autoridades. A atmosfera refinada, aliada a um cardápio cuidadosamente elaborado, traduziu o propósito do festival: valorizar a língua portuguesa como instrumento de união e identidade cultural, evidenciando os sabores, saberes e tradições que conectam nações lusófonas e parceiros internacionais.

A abertura do evento contou com a presença especial de Juranildes e Hosít Araújo, a empresária e escritora e o médico, que celebraram 51 anos de casamento de forma emocionante e inspiradora, enriquecendo o festival com sua trajetória de vida. O casal participou ativamente das atividades da noite e protagonizou uma conversa descontraída com o cantor e compositor britânico Jamie Whelligan, abordando temas sobre o Brasil, o Reino Unido e as conexões culturais que aproximam os dois países. O diálogo cordial e cheio de vivacidade contribuiu para marcar o início do festival com afeto, troca e celebração.

Ju Souc, Claudinho Guimarães, Jamie Whelligan e Mariaju


No campo musical, o Encontro Britânico-Brasileiro reuniu nomes de destaque e apresentações que celebraram a diversidade artística. Entre eles, brilhou a cantora, compositora e multi-instrumentista Ju Souc, cuja participação foi um dos pontos altos do festival. Dona de uma trajetória marcada pela versatilidade, Ju iniciou seus estudos em piano erudito aos sete anos e ganhou projeção nacional ao vencer o Festival Batuka Brasil, maior concurso de bateria do país. Seu primeiro álbum, produzido com apoio do FMIC, revelou seu talento como multi-instrumentista, já que gravou praticamente todos os instrumentos. Ju Souc encantou o público com seu timbre suave, interpretação expressiva e habilidade única de transitar entre diferentes instrumentos. Ela também acompanhou outros artistas, como Flávia Wenceslau e Jamie Whellighan, demonstrando sua capacidade de harmonizar estilos e criar momentos musicais de profunda conexão.

A noite contou ainda com a participação especial de Robson Moraes, vocalista da Banda Mel, que se tornou conhecido mundialmente pelos sucessos “Prefixo de Verão” e “Baianidade Nagô”. Sua presença abrilhantou o evento e trouxe um irresistível clima de verão e carnaval, encantando os convidados e proporcionando aos presentes a sensação única de vivenciar um momento privilegiado de celebração da música baiana.

Ju Souc

Imersão Cultural, Musical e Social na Ilha de Boipeba

A atuação brilhante de Ju Souc, somada às apresentações de artistas nacionais e internacionais, às ações sociais e à programação literária, consolidou a 13ª Edição do Festival Internacional da Língua Portuguesa como um marco cultural. O evento reafirmou a força da língua portuguesa como elo entre povos e destacou a riqueza da diversidade artística da Bahia, promovendo integração, aprendizado e celebração.

Flávia Wenceslau trouxe ao festival sua elegância vocal e forte presença de palco, tanto na Casa do Comércio quanto na Ilha de Boipeba, ela conduziu o público com interpretações que mesclam raízes regionais e contemporaneidade. Fez participação especial na apresentação da Camerata de Boipeba, encantou os pequeninos com o seu talento e foi um verdadeiro sopro de esperança para as crianças da Camerata de Boipeba. Já o britânico Jamie Whellighan, embalou o público com seu som pop melódico e seu timbre inconfundível. Esses encontros ressaltaram o objetivo central do festival: construir pontes culturais e musicais entre Brasil, Reino Unido e demais países lusófonos.

A força da juventude esteve presente na performance encantadora da cantora mirim Mariaju, que conquistou corações na Ilha de Boipeba com sua voz doce e surpreendente maturidade artística. O talento das novas gerações também brilhou na apresentação da Camerata de Boipeba, coordenada pelo maestro Marcelo Schneider. O grupo, composto por crianças e jovens da comunidade local, recebeu participações dos artistas convidados, reforçando o impacto social da música no desenvolvimento de oportunidades e no fortalecimento da identidade cultural.

Na Ilha de Boipeba os artistas participantes deram um show de talento e receberam como convidados o Coral Coarací, sob orientação do professor Raimon Costa Ventura, o grupo emocionou com uma apresentação que homenageou a capoeira e destacou a disciplina, dedicação e talento dos jovens integrantes. O professor Raimon que é licenciado em Biologia, Letras e Pedagogia, tem realizado um trabalho transformador com a juventude da ilha, utilizando a música como ferramenta de educação e inclusão social.

Professor Raimon Ventura e o Coral Coaraci
As atividades musicais se estenderam ao restaurante Malagrida, onde o dono Erasmo Dias Filho, com profissionalismo e acolhimento, recebeu o grupo de braços abertos, com excelência gastronômica e drinks elaborados como verdadeiras experiências sensoriais.

Cantor, compositor e violonita Elton Risco

O músico da casa, Elton Risco, figura marcante em Boipeba e Morro de São Paulo, levou sua energia vibrante e repertório regional ao palco, complementando a programação com autenticidade e emoção.


Além das apresentações, o festival promoveu ações educativas e sociais que ampliaram sua relevância cultural. Houve Oficina de Música e palestras no Colégio Hildecio Meireles discutiram a importância da língua portuguesa e o impacto das relações culturais internacionais. Já a caminhada guiada pelo Cel. Whellington Muller proporcionou aos participantes uma imersão nas belezas naturais de Boipeba, conectando cultura, memória e preservação ambiental.

Poeta, escritor e médico Alfredo Gonçalves de Lima Neto

A literatura também teve um espaço especial. Um sarau poético reuniu dois grandes autores baianos: Alfredo Gonçalves de Lima Neto, médico e escritor com mais de trinta obras publicadas e membro de diversas academias literárias, e o poeta e dramaturgo Otavio Mota. Juntos, promoveram uma celebração sensível da palavra, estimulando reflexão e encantamento. O evento contou ainda com a participação de jovens do Coral Coarací, fortalecendo o diálogo entre gerações.

O projeto também promoveu um robusto ciclo de palestras voltado à formação e ao estímulo intelectual das comunidades locais. As atividades variaram desde contação de histórias até debates especializados, como a palestra “Economia Criativa: uma proposta de Proteção de Ativo Intangível”, ministrada pelo professor coordenador do Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (PROFNIT/UEA). Com ampla experiência em gestão e análise de projetos de PD&I, inovação, propriedade intelectual e transferência de tecnologia, o professor trouxe reflexões essenciais sobre a importância de proteger ativos culturais, artísticos e intelectuais — tema fundamental para comunidades criativas como as da ilha.

Oficina de Música com Jamie Whelligan e Ju Souc

O ciclo de palestras contou ainda com especialistas altamente preparados, que abordaram temas diversos e relevantes. As atividades formativas aconteceram no Colégio Hildécio Meireles, em Boipeba, e no Colégio Cetem, instituição que já mantém protocolo de cooperação com uma entidade britânica e que deverá participar da 14ª Edição do Festival Internacional da Língua Portuguesa, prevista para ocorrer em Londres, em novembro de 2026.

Com a Direção do Colégio Hildécio Meireles em Boipeba

O evento contou com a assinatura da gestora cultural e poetisa Marta Vieira Sales, CEO do projeto e também editora do jornal Notícias em Português. Com 26 anos de história no cenário da comunicação lusófona, o jornal — distribuído gratuitamente em Paris, Londres e Madrid — chega agora à primeira capital do Brasil com a missão de aproximar Salvador da Terra da Monarquia, fortalecendo laços culturais e informativos entre Bahia e Europa. O diretor do jornal, William Guevara, e a diretora comercial, Tatiana Ducon, prestigiaram o lançamento do Notícias em Português na capital internacional da música, reforçando o compromisso da publicação com a difusão da cultura e da língua portuguesa.

O Festival Internacional da Língua Portuguesa contou com o apoio da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia, da Prefeitura Municipal de Cairu — responsável pela cessão de palco, som, iluminação e parte das hospedagens —, da Pousada Caminho de Pedras, representada por Letícia dos Santos, profissional altamente qualificada que oferece um dos melhores cafés da manhã da ilha, das lojas Oxente Boipeba e Republic Boipeba, de Jamile Neponuceno, do restaurante Malagrida, de Erasmo Dias Filho, e da Global P&G, empresa britânica sediada em Londres.

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