As autoridades suecas anunciaram o desmantelamento de uma operação de inteligência russa que tinha como objetivo influenciar processos de decisão e desacreditar a Suécia, a União Europeia e a OTAN. Segundo o Serviço de Segurança Sueco, a operação era planejada e coordenada pelo Serviço de Inteligência Exterior da Rússia (SVR).
A investigação revelou que a rede buscava obter informações estratégicas sobre processos de tomada de decisão no país para utilizá-las em ações de influência relacionadas a temas considerados sensíveis ou controversos.
O ministro da Justiça da Suécia, Gunnar Strömmer, afirmou à emissora pública SVT que a operação não está diretamente relacionada às eleições suecas previstas para setembro, mas faz parte de uma estratégia de longo prazo conduzida por Moscou.
Como resultado das investigações, dois agentes russos que atuavam sob cobertura diplomática deixaram o território sueco. As autoridades também descobriram que os dois agentes haviam recrutado uma terceira pessoa ligada a uma embaixada estrangeira na Suécia. O governo não revelou a qual país a pessoa estaria vinculada, alegando que as investigações continuam.
O caso ocorre em um contexto de crescente preocupação em Estocolmo com as atividades de inteligência e as operações de influência russas. As autoridades suecas consideram a Rússia uma das principais ameaças à segurança nacional e vêm alertando para o aumento de ações destinadas a explorar divisões internas e enfraquecer a confiança nas instituições.
A operação também evidencia uma estratégia cada vez mais associada à chamada guerra híbrida: em vez de recorrer diretamente a ações militares, redes de inteligência procuram obter informações, influenciar decisões e explorar conflitos políticos e sociais para enfraquecer países e alianças.