A vítima foi abordada em Birmingham, levada de carro até uma área isolada de Clent e abandonada após sofrer violência sexual. Um dos condenados gravou parte do ataque e utilizou documentos de outra pessoa para alugar o veículo.
Três homens foram condenados a penas que, somadas, ultrapassam 20 anos de prisão pelo estupro e pela violência sexual cometidos contra uma estudante na Inglaterra. O crime aconteceu em setembro de 2023, depois que a vítima foi abordada em Birmingham e levada até uma área isolada nas proximidades de Clent Hills, em Worcestershire.
As sentenças foram anunciadas em 9 de outubro de 2026, no Tribunal da Coroa de Worcester. Arjan Purewal, de 23 anos, recebeu a pena mais longa: oito anos e seis meses de prisão por estupro, chantagem, tentativa de obstruir a Justiça e posse de documento de identificação com intenção indevida.
Jaskaran Thandi, também de 23 anos, foi condenado a seis anos e quatro meses por participação no estupro e agressão sexual. Hassan Jangheer, de 23 anos, recebeu seis anos de prisão pelos mesmos tipos de crime.
No total, as penas somam 20 anos e dez meses de prisão. Os três também foram obrigados a pagar uma taxa judicial de 228 libras cada. Purewal deverá permanecer no cadastro britânico de agressores sexuais pelo resto da vida.
Vítima foi levada de Birmingham até uma área isolada
Segundo a investigação da Polícia de West Mercia, os agentes foram acionados por volta das 3h30 de 16 de setembro de 2023, após uma denúncia de estupro na Vine Lane, em Clent.
A estudante relatou que havia sido abordada pelos homens em Birmingham. Eles a colocaram em um BMW cinza-prateado e circularam pela Broad Street antes de seguirem para a região de Clent Hills, perto de Hagley.
No local, Purewal estuprou a vítima. Jangheer também a submeteu a um ato sexual forçado, enquanto Thandi cometeu agressão sexual. Purewal registrou parte da violência com o próprio celular.
Depois do ataque, a mulher foi deixada em uma área isolada. Ela conseguiu comunicar o ocorrido à polícia e fornecer informações sobre o veículo utilizado pelos agressores, um dado que ajudou a orientar as investigações.
Carro teria sido alugado com documentos de outra pessoa
Os investigadores acreditam que Purewal alugou o BMW utilizando a carteira de habilitação e documentos de identificação de outra pessoa. Segundo a polícia, o veículo teria sido obtido com a intenção de encontrar uma vítima e cometer o estupro.
Além da condenação por violência sexual, Purewal foi considerado culpado de chantagem, tentativa de obstruir a Justiça e posse de documento de identificação com intenção indevida, após um julgamento realizado em março de 2025.
As acusações adicionais de conspiração para estupro e agressão sexual foram mantidas nos registros do processo, sem uma condenação separada por essas acusações nesta etapa.
Thandi e Jangheer foram condenados por participação no estupro e por agressão sexual. As penas de dois anos referentes às agressões sexuais foram aplicadas simultaneamente às penas principais, sem acrescentar dois anos completos ao tempo total de cada condenação.
Polícia destaca apoio à sobrevivente
O inspetor-detetive Warren Matthews, da Polícia de West Mercia, afirmou que o resultado judicial representa uma resposta à gravidade dos crimes e destacou o impacto causado à sobrevivente.
Segundo ele, a expectativa é que as condenações contribuam para o processo de recuperação da vítima e transmitam segurança a outras pessoas que sofreram violência sexual e consideram denunciar os responsáveis.
A polícia informou que a sobrevivente recebeu assistência e apoio após o ataque.
O caso reforça a importância das denúncias e da investigação de crimes sexuais, especialmente quando informações fornecidas pelas vítimas ajudam a identificar suspeitos e reconstruir os acontecimentos.
Com as sentenças determinadas pelo tribunal, os três homens permanecerão presos pelas penas impostas, enquanto Purewal também estará sujeito às obrigações de registro como agressor sexual por toda a vida.