
Em carta datada de 15 de julho, o governo brasileiro enviou uma proposta formal de negociação aos EUA, propondo a criação de um comitê conjunto com participação de setores industriais brasileiros, potencialmente acompanhado por ministros e executivos de empresas norte-americanas.
Alckmin enfatizou que o governo brasileiro busca reverter o quadro antes de 31 de julho, data-limite para evitar a implementação das tarifas Ele manifestou a possibilidade de solicitar uma prorrogação do prazo, caso necessário.
A Câmara Americana de Comércio nos EUA (U.S. Chamber of Commerce) também se pronunciou, pedindo negociações de alto nível para evitar medidas que possam prejudicar a “importante relação econômica e a competitividade de indústrias americanas.
Empresários americanos e coalizões de estados iniciaram uma ofensiva judicial contra o ex‑presidente Donald Trump, alegando que suas tarifas comerciais — incluindo a sobretaxa de 50 % sobre produtos brasileiros anunciada em julho de 2025 — extrapolaram a autoridade executiva e desrespeitaram o papel do Congresso. Eles caracterizam a medida como uma demonstração de “arrogância” e falta de tato diplomático para lidar com outros países, incluindo o Brasil.

File: Alex Brandon/AP Photo]
Em abril de 2025, cinco pequenas empresas americanas moveram ação no Tribunal de Comércio Internacional (U.S. Court of International Trade), questionando o uso da International Emergency Economic Powers Act (IEEPA) para impor tarifas que não configuram uma emergência nacional, mas sim uma manobra política e comercial — o que classificam como um “power grab” sem precedentes. Em 28 de maio, o tribunal já interrompeu a aplicação de parte dessas tarifas, apontando que Trump extrapolou seus poderes.
Paralelamente, 12 estados, entre eles Nova York e Arizona, recorreram à Corte alegando que a imposição unilateral de tarifas configura “impostos ilegais” e viola a Constituição — pois cabe ao Congresso legislar sobre comércio. Esses processos já ganham força política e jurídica, refletindo crescente insatisfação tanto interna quanto internacionalmente.
O impacto nas cadeias produtivas americanas é preocupante — o agronegócio, setor automobilístico e comércio já demonstram sinais de prejuízos concretos, enquanto empresas e organizações empresariais pedem a Trump que suspenda imediatamente medidas que, segundo eles, encarecem insumos, reduzem competitividade e inflam preços ao consumidor no país.
Essa ofensiva judicial reflete não apenas uma resistência ao protecionismo agressivo, mas também um alerta institucional: a imposição de tarifas sem respaldo legislativo pode desestabilizar o sistema político americano, deteriorar relações comerciais com parceiros históricos — como o Brasil — e provocar repercussões econômicas negativas para os Estados Unidos.