Dados da MetPolice foram apresentados após três homens serem condenados pelo roubo violento de um relógio avaliado em cerca de £ 140 mil em Mayfair. Entre janeiro e junho de 2026, foram registrados 97 roubos ou tentativas envolvendo relógios em três regiões da capital.

Criminosos roubam, em média, £ 1 milhão em relógios de luxo diretamente dos pulsos de moradores e visitantes todos os meses no West End de Londres. O valor foi revelado pela Polícia Metropolitana durante uma audiência judicial que terminou com a condenação de três homens envolvidos no roubo de um relógio avaliado em aproximadamente £ 140 mil, em um dos bairros mais sofisticados da capital britânica.

As autoridades alertam que esses crimes podem envolver violência física e ameaças com armas brancas. Segundo dados apresentados à Justiça, uma faca foi vista ou mencionada como ameaça em cerca de um em cada cinco roubos de relógios registrados nos seis meses anteriores à divulgação das informações.

Relógio de luxo foi arrancado do pulso de empresário

O caso que trouxe os números à tona aconteceu pouco antes da meia-noite de 28 de janeiro de 2026, na Berkeley Square, em Mayfair. A vítima foi o empresário e estilista romeno Catalin Botezatu, que havia saído do restaurante Amazónico quando foi abordado por três homens.

Segundo as informações apresentadas no processo, os criminosos observaram a vítima antes de se aproximarem. Botezatu fumava com um amigo perto de seu carro quando o grupo o cercou e tentou retirar à força um relógio Richard Mille com detalhes de diamantes.

Um dos assaltantes utilizou um objeto cortante para romper a pulseira do relógio, provocando ferimentos no pulso do empresário. Durante o ataque, Botezatu foi empurrado contra uma grade e imobilizado.

Em depoimento durante o julgamento, ele afirmou ter temido pela própria vida, especialmente por estar se recuperando de uma cirurgia cardíaca e possuir cinco stents. O relógio, que havia sido presenteado por um amigo já falecido, tinha também grande valor sentimental e não foi recuperado.

Três homens são condenados pelo crime

Younes Djoudi, de 34 anos, Ali Eldahouzze, de 22, e Abdel El Habchi, de 30, foram condenados no Tribunal da Coroa de Southwark, em 16 de outubro de 2026.

Djoudi recebeu uma pena de cinco anos e nove meses de prisão. El Habchi foi condenado a cinco anos e seis meses, enquanto Eldahouzze recebeu três anos e seis meses.

De acordo com a Polícia Metropolitana, imagens de câmeras de segurança mostraram os homens chegando ao local em um veículo e fugindo depois do roubo. As gravações também registraram o grupo embarcando em um trem para Slough, cidade a oeste de Londres.

Os investigadores utilizaram imagens, depoimentos de testemunhas e dados de telefones celulares para identificar os envolvidos. Djoudi foi localizado e preso no dia seguinte ao crime. Os outros dois homens foram detidos em março.

Djoudi admitiu participação no roubo. Eldahouzze e El Habchi foram condenados após um julgamento de nove dias. A polícia informou que o relógio continua desaparecido.

Quase 100 roubos ou tentativas em seis meses

Os números apresentados à Justiça mostram a dimensão do problema em três regiões de Londres: Westminster, Kensington e Chelsea, e Hammersmith e Fulham.

Entre janeiro e junho de 2026, foram registrados 97 roubos ou tentativas de roubo envolvendo relógios nesses territórios. No mesmo período, as três regiões contabilizaram 1.196 roubos em geral.

Entre julho e setembro, outros 70 relógios de alto valor foram roubados, segundo os dados policiais apresentados à imprensa. As autoridades identificaram Mayfair e Knightsbridge como áreas especialmente visadas por grupos especializados nesse tipo de crime.

De acordo com o detetive Andy Swindells, responsável pela investigação do caso de Botezatu, muitos dos ataques incluem agressões físicas. Vítimas são socadas, chutadas ou feridas durante a tentativa de subtração dos relógios.

O policial também afirmou que parte dos crimes ocorre nas proximidades de restaurantes, hotéis e estabelecimentos ligados à vida noturna da capital, onde pessoas usando acessórios caros podem se tornar alvos de criminosos.

Grupos observam vítimas antes de atacar

Os investigadores identificaram um padrão em que os criminosos observam possíveis vítimas antes de agir. Em alguns casos, acompanham pessoas que deixam restaurantes ou hotéis e esperam até encontrar uma oportunidade para abordar quem usa relógios de alto valor.

A investigação do roubo em Mayfair revelou que os três homens realizaram uma espécie de reconhecimento antes do ataque. As imagens de segurança ajudaram a reconstruir seus movimentos e a estabelecer a ligação entre os suspeitos.

A escolha de relógios de luxo também facilita a ação de grupos que procuram objetos pequenos, de alto valor e relativamente fáceis de transportar. No entanto, a possibilidade de revenda e o destino dos relógios roubados precisam ser investigados caso a caso.

A polícia mantém o combate aos roubos violentos entre suas prioridades e afirma que o uso de imagens de segurança, dados telefônicos e operações direcionadas ajuda a identificar suspeitos e reunir provas para os processos judiciais.

Embora a condenação dos três homens represente um resultado concreto da investigação, as autoridades reconhecem que os roubos de relógios de alto valor continuam sendo um problema no centro de Londres.

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