Vincent Saxon, de 54 anos, atacou uma mulher que viajava sozinha em um trem da linha Bakerloo, no centro de Londres. A vítima reagiu e conseguiu escapar; o homem foi identificado após uma investigação da Polícia de Transporte Britânica.
Um homem de 54 anos admitiu perante a Justiça britânica ter tentado estuprar uma passageira durante um ataque ocorrido em um trem do metrô de Londres.
Vincent Saxon, que não possui endereço fixo, declarou-se culpado de tentativa de estupro na quinta-feira, 17 de setembro de 2026, no Tribunal da Coroa do Centro de Londres. Ele permanecerá sob custódia até a sentença, marcada para 30 de outubro no mesmo tribunal.
O crime aconteceu na noite de 11 de julho, por volta das 23h40, quando a vítima viajava sozinha em um trem da linha Bakerloo, entre as estações de Waterloo e Lambeth North, no centro da capital britânica.
Ataque aconteceu dentro do vagão
De acordo com a investigação da Polícia de Transporte Britânica, Saxon se aproximou da mulher sem aviso e se expôs antes de atacá-la.
Em seguida, ele a puxou à força para o chão do vagão e tentou estuprá-la.
A mulher reagiu e lutou contra o agressor. Durante a resistência, conseguiu escapar e desembarcou na estação de Lambeth North, onde imediatamente procurou funcionários e comunicou o que havia acontecido.
Saxon permaneceu no trem e desceu na estação seguinte, Elephant & Castle. Policiais realizaram buscas na região, mas não conseguiram localizá-lo naquele momento.
Imagens de segurança ajudaram na investigação
A Polícia de Transporte Britânica iniciou uma investigação urgente e divulgou um apelo público acompanhado de uma imagem obtida pelas câmeras de segurança.
A estratégia acabou produzindo informações decisivas. Várias pessoas entraram em contato com os investigadores depois de verem o pedido de ajuda.
Uma denúncia anônima foi especialmente importante: uma pessoa informou à polícia que havia visto, do lado de fora de uma loja na Fulham Palace Road, um homem que correspondia à descrição divulgada pelas autoridades.
Os policiais foram rapidamente até o local e prenderam Saxon. Posteriormente, ele foi formalmente acusado de tentativa de estupro.
Além das imagens de segurança, os investigadores conseguiram recuperar provas forenses relacionadas ao ataque. Segundo a polícia, a resistência da vítima foi fundamental para a obtenção desse material.
Polícia elogia reação da vítima
O sargento-detetive Krishan Appannah, da Polícia de Transporte Britânica, destacou a coragem da vítima e afirmou que ela enfrentou uma situação extremamente assustadora.
Segundo o investigador, a mulher estava sozinha durante a noite quando foi surpreendida pelo agressor e reagiu com força antes que ele fugisse.
Appannah afirmou que a reação da vítima ajudou os investigadores a recuperar evidências forenses importantes que, juntamente com as investigações das imagens de segurança, contribuíram para o processo que terminou com a admissão de culpa de Saxon.
O policial também classificou Saxon como um criminoso perigoso e afirmou esperar que o resultado do processo possa trazer algum conforto à vítima após o que aconteceu.
Sentença será definida em outubro
Saxon compareceu ao Tribunal da Coroa do Centro de Londres em 17 de setembro, onde se declarou culpado da tentativa de estupro.
A juíza Vanessa Baraitser determinou que ele permanecesse preso até a sentença. O tribunal também solicitou informações adicionais para a elaboração de relatórios psiquiátricos e de avaliação pela autoridade de liberdade condicional, que serão considerados antes da definição da pena.
A sentença está marcada para 30 de outubro de 2026, no mesmo tribunal.
Até lá, Saxon continuará sob custódia. O caso representa mais uma investigação conduzida pela Polícia de Transporte Britânica envolvendo violência sexual contra passageiros no sistema ferroviário e metroviário de Londres.
A BTP lembra que vítimas ou testemunhas de crimes ocorridos no metrô ou na rede ferroviária britânica podem entrar em contato com a corporação pelo número 61016 para situações que não sejam emergências. Em situações de emergência, a orientação é ligar para o 999.