Após uma operação de resgate em pleno oceano Pacífico, um marinheiro de 86 anos e seu cão foram encontrados vivos depois de mais de dois meses sem contato com o mundo exterior. Os dois estavam a bordo de um veleiro com as velas danificadas, que permanecia à deriva a centenas de quilômetros da costa da Califórnia, nos Estados Unidos.

Uma operação de resgate em pleno oceano Pacífico terminou com um desfecho surpreendente: um marinheiro de 86 anos e seu cão foram encontrados vivos depois de mais de dois meses sem contato com o mundo exterior. Os dois estavam a bordo de um veleiro que havia perdido a capacidade de seguir viagem normalmente e permanecia à deriva a centenas de quilômetros da costa da Califórnia, nos Estados Unidos.

O resgate foi coordenado pela Guarda Costeira norte-americana e contou com a participação decisiva da tripulação de um navio mercante. O caso chamou a atenção pela idade do navegante, pelo longo período sem comunicação e pela sobrevivência dos dois em uma região remota do Pacífico.

O homem viajava a bordo do veleiro Willow Wind, acompanhado de seu cachorro. A embarcação havia partido de Astoria, no estado de Oregon, com destino a Pago Pago, capital da Samoa Americana, no Pacífico Sul.

O último contato conhecido com o marinheiro ocorreu em 20 de agosto. Mais de dois meses depois, em 24 de outubro, a Guarda Costeira recebeu um alerta de que ele estava atrasado em relação ao itinerário previsto e não havia notícias de sua localização.

Sinal de emergência permitiu localizar o veleiro

A busca ganhou um novo rumo em 27 de outubro, quando o Centro de Coordenação de Resgate de Alameda recebeu um sinal emitido por uma radiobaliza de localização de emergência registrada em nome do Willow Wind.

O equipamento permitiu direcionar as equipes para uma área específica do oceano. A Guarda Costeira mobilizou aeronaves de busca, desviou embarcações de suas rotas e solicitou a colaboração de navios que navegavam nas proximidades.

Uma aeronave C-27 Spartan, da Estação Aérea de Sacramento, conseguiu localizar o veleiro ainda naquela noite, a aproximadamente 460 milhas (cerca de 740 quilômetros) da costa de San Diego.

As imagens e informações transmitidas às equipes indicavam que a embarcação estava em dificuldades e apresentava danos nas velas, o que comprometia sua capacidade de navegação.

O navio mercante Grand Orion respondeu ao pedido de assistência e chegou à região por volta das 3h20 da madrugada de 28 de outubro. Entretanto, as condições do mar estavam muito agitadas, impedindo que a tripulação realizasse imediatamente uma operação de transferência com segurança.

A equipe permaneceu nas proximidades até que as condições permitissem a aproximação. Por volta das 17h36 daquele mesmo dia, os tripulantes conseguiram retirar o marinheiro e seu cachorro do veleiro e levá-los para bordo do cargueiro. O Willow Wind, com as velas danificadas, acabou sendo deixado à deriva.

Resgate aéreo e avaliação médica em San Diego

A operação foi concluída na manhã de 29 de outubro, quando um helicóptero MH-60 Jayhawk, da Estação Aérea da Guarda Costeira de San Diego, chegou ao encontro do Grand Orion.

A embarcação mercante estava então a aproximadamente 115 milhas a sudoeste da Ilha Catalina, na Califórnia. A equipe aérea realizou o içamento do marinheiro e de seu cão e os transportou até o setor da Guarda Costeira em San Diego.

Após chegar a terra firme, o homem foi encaminhado ao Hospital Scripps Mercy para uma avaliação médica. Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, ele estava debilitado e apresentava dificuldades para caminhar, mas não tinha ferimentos graves. A Guarda Costeira não divulgou detalhes adicionais sobre o estado de saúde do animal.

O nome do marinheiro e o do cachorro não foram divulgados pelas autoridades.

Guarda Costeira destaca importância dos equipamentos de emergência

O comandante Jason Nguyen, responsável pelo centro de comando do Distrito Sudoeste da Guarda Costeira, agradeceu às equipes envolvidas e à tripulação do navio mercante, cuja colaboração foi fundamental para o desfecho positivo da operação.

O oficial também aproveitou o caso para reforçar a importância de medidas de segurança antes de qualquer viagem marítima de longa distância.

Segundo Nguyen, navegadores devem levar equipamentos de comunicação de emergência e deixar um plano de navegação com pessoas em terra, informando o destino, a rota prevista e os horários estimados de chegada. Essas informações podem fazer a diferença quando uma embarcação deixa de cumprir seu itinerário.

Depois de semanas sem notícias, o marinheiro e seu companheiro de quatro patas conseguiram voltar em segurança à terra firme. Uma história de sobrevivência que terminou graças a um sinal de emergência, à mobilização das equipes de resgate e à solidariedade de uma tripulação que decidiu mudar sua rota para ajudar.

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