Aumento começa em 1º de novembro e encerra congelamento tarifário que durou mais de três anos. Viagens com desconto também ficarão mais caras, enquanto os limites de gastos no metrô e nos trens continuarão congelados até março de 2027.
Os passageiros de ônibus e bondes de Londres pagarão mais pelas viagens a partir de 1º de novembro de 2026. A tarifa avulsa para adultos aumentará de £ 1,75 para £ 1,85, uma alta de 10 pence, conforme anunciou a Transport for London (TfL), responsável pela rede de transporte público da capital britânica. O reajuste será o primeiro desde março de 2023 e afetará milhões de pessoas que utilizam esses serviços diariamente.
A mudança também alcançará o sistema Hopper, que permite realizar viagens ilimitadas de ônibus e bonde durante uma hora a partir do primeiro pagamento, desde que o passageiro utilize o mesmo cartão Oyster, cartão bancário por aproximação ou dispositivo compatível. Com a nova tarifa, o benefício continuará funcionando, mas custará £ 1,85 por período de utilização.
Para passageiros com cartões de desconto elegíveis, o aumento será de 5 pence. A tarifa passará a custar 90 pence, incluindo modalidades destinadas a determinados estudantes e beneficiários de programas de apoio ao emprego. As condições variam conforme o tipo de cartão.
Limites diário e semanal também vão aumentar
O reajuste não ficará restrito às viagens individuais. O limite diário de gastos com ônibus e bondes, conhecido como daily cap, subirá de £ 5,25 para £ 5,55. Esse mecanismo impede que o passageiro continue pagando por viagens adicionais depois de atingir o valor máximo estabelecido para o dia.
O limite semanal, calculado de segunda-feira a domingo, passará de £ 24,70 para £ 26,10. Já o passe de sete dias para ônibus e bondes aumentará de £ 24,70 para £ 26,10, enquanto o passe diário comprado separadamente subirá de £ 6 para £ 6,40.
Na prática, quem utiliza ônibus e bondes todos os dias poderá sentir o reajuste no orçamento mensal. Embora a diferença por viagem seja de apenas 10 pence, o efeito acumulado será maior para trabalhadores, estudantes e outros passageiros que dependem do transporte público com frequência.
Metrô e trens terão limites de gastos congelados
Nem todas as tarifas do transporte londrino sofrerão alterações em novembro. Segundo a TfL, os limites de gastos aplicáveis ao metrô, aos trens e aos Travelcards permanecerão congelados até março de 2027. A medida mantém temporariamente os valores máximos cobrados por determinadas combinações de viagens nesses serviços, mesmo com o aumento previsto para ônibus e bondes.
A decisão sobre os ônibus e bondes havia sido anunciada em julho pelo prefeito de Londres, Sadiq Khan, que prorrogou o congelamento tarifário por mais quatro meses. A medida estava prevista para terminar em 5 de julho, mas foi estendida até 1º de novembro como uma ação de apoio aos moradores afetados pelo custo de vida.
Na ocasião, a prefeitura classificou a iniciativa como uma medida emergencial para ajudar especialmente os londrinos de menor renda. O congelamento prolongado manteve a tarifa individual em £ 1,75 durante o verão, antes da entrada em vigor do reajuste.
Prefeitura afirma que tarifas continuam abaixo da inflação
A TfL defende que os preços dos ônibus londrinos continuam relativamente baixos em comparação com os de outras regiões do Reino Unido. Segundo a administração do transporte, a tarifa individual será apenas 35 pence mais alta do que há dez anos e permanecerá 17% abaixo do valor que teria alcançado caso os reajustes acompanhassem a inflação durante todo o período. A comparação considera a evolução acumulada dos preços e os congelamentos aplicados ao longo da década.
A empresa também afirma que a receita obtida com as passagens é reinvestida na melhoria dos serviços de transporte da capital, incluindo a operação e a manutenção da rede.
Os ônibus são o meio de transporte público mais utilizado em Londres, com mais de cinco milhões de viagens em um dia típico. Por isso, mesmo um aumento relativamente pequeno pode ter impacto relevante no orçamento de quem depende do serviço para trabalhar, estudar ou realizar atividades cotidianas.
Com o fim do congelamento, os passageiros terão de se adaptar aos novos valores a partir de novembro. A tarifa de £ 1,85 continuará permitindo as transferências previstas pelo sistema Hopper, enquanto os limites diário e semanal determinarão quanto os usuários frequentes pagarão, no máximo, pelas viagens elegíveis de ônibus e bonde.