Grupo de cetáceos foi avistado próximo a Gravesend, a cerca de 30 quilômetros do mar. Uma das baleias se separou do grupo e morreu, enquanto equipes especializadas tentam proteger os demais animais e ajudá-los a retornar ao oceano.

Um grupo de baleias-piloto foi avistado no rio Tâmisa, na região de Gravesend, no sudeste da Inglaterra, em uma ocorrência considerada incomum para a área. Os animais chegaram a ser vistos cerca de 30 quilômetros rio acima em relação ao mar, atraindo a atenção de moradores e fotógrafos.

A presença do grupo mobilizou a Autoridade do Porto de Londres e especialistas da organização British Divers Marine Life Rescue, que passaram a monitorar os animais e orientar as embarcações que circulam pelo trecho do rio.

As primeiras observações indicavam aproximadamente 15 baleias, embora outras equipes e testemunhas tenham relatado um grupo maior, com estimativas de até cerca de 25 animais no estuário. As contagens podem variar conforme o deslocamento do grupo e as condições de observação.

Uma das baleias morreu após se separar do grupo

A situação ganhou um aspecto mais preocupante depois que uma das baleias-piloto se separou do grupo e passou a apresentar sinais de que estava doente.

Equipes da Autoridade do Porto de Londres, da British Divers Marine Life Rescue, da guarda costeira e do serviço de bombeiros participaram de uma operação na região de East Tilbury. Durante a ação, foram encontradas duas baleias: uma morta e outra ainda viva.

A baleia que sobreviveu conseguiu retornar à água durante a maré enchente e seguiu para uma área mais profunda, onde poderia voltar a se juntar ao restante do grupo.

A baleia morta era uma fêmea de aproximadamente três metros de comprimento, tamanho compatível com um animal adulto. O corpo será recolhido para uma necropsia, que poderá ajudar os especialistas a determinar a causa da morte.

Especialistas levantaram a possibilidade de que a presença de um animal debilitado dentro do grupo possa estar relacionada ao comportamento incomum observado, mas ainda não há uma conclusão sobre o motivo que levou as baleias a entrarem no Tâmisa.

Fotógrafo ficou surpreso com o tamanho do grupo

O aparecimento dos animais chamou a atenção de moradores de Gravesend.

O fotógrafo Jason Arthur, de 56 anos, contou que já havia visto um único golfinho na região alguns anos atrás, mas nunca havia presenciado algo semelhante à presença de um grupo inteiro.

Ele relatou que correu até o local depois de receber uma mensagem de um amigo informando sobre os animais. Fotografias registraram as nadadeiras dorsais das baleias emergindo da água enquanto elas nadavam próximas a uma embarcação da autoridade portuária.

A cena rapidamente chamou a atenção de pessoas interessadas em observar os animais, mas as autoridades pediram que o público não se aproxime.

Especialistas alertam para riscos aos animais

Embora as baleias-piloto possam entrar em águas costeiras, o estuário do Tâmisa não é considerado um ambiente habitual para esse grupo.

A British Divers Marine Life Rescue explicou que a presença de cetáceos em águas rasas ou em áreas mais fechadas não significa necessariamente que os animais estejam em perigo imediato. No entanto, situações desse tipo podem aumentar o risco de encalhe devido às mudanças das marés, ao tráfego de embarcações e à perturbação causada pela presença de pessoas.

A organização e a Autoridade do Porto de Londres estão acompanhando os movimentos, o comportamento e as condições dos animais.

A autoridade portuária também mantém uma embarcação de patrulha próxima ao grupo, a uma distância considerada segura, para monitorar a situação e alertar outros barcos que navegam pelo trecho.

Público é orientado a não procurar os animais

As autoridades fizeram um apelo para que curiosos não tentem se aproximar das baleias nem divulguem sua localização exata nas redes sociais.

A concentração de pessoas, o barulho e o movimento de embarcações podem aumentar o estresse dos animais e interferir em seu comportamento natural, além de elevar o risco de encalhe.

A recomendação também busca proteger as próprias pessoas, já que a aproximação de grandes cetáceos em uma área de navegação pode representar riscos.

O desafio de voltar ao mar

As equipes que acompanham o caso esperam que o grupo consiga retornar naturalmente às águas abertas.

A Autoridade do Porto de Londres afirmou que continuará trabalhando com especialistas em mamíferos marinhos para manter as baleias em segurança e facilitar seu retorno ao mar.

O episódio é particularmente incomum porque as baleias-piloto normalmente vivem em águas marinhas mais profundas. Sua permanência prolongada no estuário aumenta a preocupação dos especialistas, principalmente depois da morte de uma das integrantes do grupo.

Enquanto o monitoramento continua, a prioridade das equipes é reduzir a interferência humana e acompanhar de perto as condições dos animais que permanecem no Tâmisa.

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