Um homem de nacionalidade albanesa que havia sido deportado do Reino Unido após ser condenado pelo estupro de uma jovem de 18 anos voltou ilegalmente ao país e foi encontrado vivendo em Essex. Blerim Hajdarmataj, de 35 anos, foi condenado novamente depois de violar uma ordem de deportação e também descumprir obrigações impostas a pessoas condenadas por crimes sexuais.
Hajdarmataj foi localizado em Rayleigh, Essex, em julho de 2026, anos depois de ter sido expulso do Reino Unido. Ele se apresentou ao Tribunal da Coroa de Basildon e admitiu as acusações relacionadas ao retorno ilegal e à violação das regras de notificação aplicáveis a criminosos sexuais.
O caso voltou a chamar atenção no Reino Unido justamente por envolver um condenado que havia sido deportado, mas conseguiu retornar ao território britânico.
Condenado por estupro após atacar jovem em Chelmsford
O primeiro crime ocorreu em setembro de 2014, em Chelmsford, Essex. Segundo os elementos apresentados no processo, Hajdarmataj conheceu a vítima em um bar e comprou uma bebida para ela antes de convidá-la para ir à sua residência.
A jovem recusou inicialmente o convite. No entanto, acordou na manhã seguinte na cama do homem, sem estar vestida e apresentando arranhões, hematomas e marcas de mordidas pelo corpo.
Ela conseguiu deixar a propriedade e pedir ajuda a um motorista que passava pelo local, enquanto Hajdarmataj a perseguia.
O acusado desapareceu do Reino Unido durante o processo judicial, em 2016, e acabou sendo julgado e condenado à revelia. Posteriormente, foi localizado no Kosovo e levado de volta ao Reino Unido por meio de um mandado de captura europeu.
Em 2017, recebeu uma pena de oito anos de prisão pelo estupro e pela agressão sexual cometidos contra a jovem. Na época, o detetive Terry Balding, da Polícia de Essex, afirmou que Hajdarmataj havia se aproveitado de uma mulher vulnerável e destacou que sua fuga durante o julgamento havia provocado ainda mais sofrimento à vítima.
Deportado em 2019, mas voltou ao Reino Unido
Depois de cumprir parte da pena, Hajdarmataj foi deportado para a Albânia em 2019. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ele utilizava também os nomes Ben Matka e Rinor Hajdarmataj.
Apesar da expulsão, ele conseguiu retornar ao Reino Unido e passou a viver novamente em Essex. A polícia o localizou em Rayleigh em julho deste ano.
O condenado compareceu ao Tribunal da Coroa de Basildon em 20 de agosto de 2026 e se declarou culpado por retornar ao Reino Unido em violação de uma ordem de deportação e por não cumprir as exigências de comunicação de seu endereço e retorno às autoridades.
O juiz Richard Conley determinou uma pena de 16 meses de prisão pela violação das obrigações impostas a criminosos sexuais. Uma segunda pena de 12 meses pelo retorno ilegal ao país deverá ser cumprida simultaneamente.
Como a nova condenação ultrapassa 12 meses, o caso também poderá desencadear novos procedimentos de deportação ao término da pena.
Caso reacende debate sobre deportação e controle de estrangeiros condenados
O episódio ocorre em meio ao intenso debate político britânico sobre imigração, deportações e controle de pessoas condenadas por crimes graves.
No caso de Hajdarmataj, as autoridades terão novamente de lidar com o processo de retirada do condenado do território britânico após sua libertação. A nova condenação, porém, não altera a sentença original pelo crime sexual cometido em 2014, que já havia resultado em oito anos de prisão.
O caso também evidencia uma das dificuldades enfrentadas pelas autoridades: a necessidade de monitorar pessoas sujeitas a restrições específicas após condenações por crimes sexuais e, simultaneamente, garantir o cumprimento de ordens de deportação.
Em 2017, ao comentar a primeira condenação, o detetive Terry Balding afirmou que o condenado não havia demonstrado remorso e que sua fuga durante o julgamento havia aumentado o medo e o sofrimento da vítima.