Nusrat Osman, britânica de 47 anos e mãe de dois filhos, foi libertada após passar seis dias sequestrada em Blantyre. Quatro suspeitos de envolvimento no sequestro morreram durante a operação, e um alto oficial da Polícia do Malawi ficou ferido.

Uma operação policial de alto risco terminou com o resgate da britânica Nusrat Osman, que havia sido sequestrada seis dias antes em Blantyre, no Malawi. A intervenção das forças de segurança provocou um intenso tiroteio, que terminou com a morte de quatro suspeitos de envolvimento no sequestro e deixou um alto oficial da polícia ferido.

Osman, de 47 anos, foi encontrada com vida e posteriormente reunida com a família. Natural de Leicester, na Inglaterra, ela vive no Malawi com os familiares e trabalha para uma empresa local de auditoria. Ela também é mãe de dois filhos.

Seis dias de incerteza após o sequestro

Nusrat Osman foi sequestrada em 11 de setembro, por volta das 12h30, no bairro de Mount Pleasant, em Blantyre, uma das principais cidades do Malawi.

De acordo com a Polícia do Malawi, quatro homens interceptaram Osman e a obrigaram a entrar em outro veículo, descrito como um automóvel cinza. As autoridades iniciaram uma operação de busca e ofereceram uma recompensa de 30 milhões de kwachas malauianos, equivalente a cerca de US$ 17 mil, por informações que ajudassem a localizar a mulher e prender os responsáveis.

Durante os dias seguintes ao sequestro, os responsáveis não teriam feito contato com a família nem apresentado uma exigência de resgate. O motivo do crime também não foi divulgado pelas autoridades.

O marido de Osman, Nazil Osman, havia manifestado preocupação com o desaparecimento e afirmado que não tinha problemas com ninguém. A família passou vários dias sem informações sobre o paradeiro da mulher, enquanto as autoridades buscavam pistas para localizá-la.

Resgate termina em tiroteio

O desfecho ocorreu em 17 de setembro, quando a Polícia do Malawi realizou uma operação baseada em informações de inteligência nos arredores de Blantyre.

Segundo as autoridades policiais, os agentes confrontaram os suspeitos, que estariam armados com um fuzil AK-47 e uma pistola. Quatro deles ficaram feridos durante o tiroteio e foram levados para um hospital, onde posteriormente morreram. As identidades dos mortos ainda não foram divulgadas.

A operação também deixou ferido o subinspetor-geral da Polícia Noel Kayira, que foi atingido por disparos enquanto participava do resgate. As autoridades informaram que ele estava em condição estável e recebia tratamento médico.

A família de Osman destacou especialmente a atuação de Kayira durante a operação e agradeceu aos policiais envolvidos pelo trabalho realizado para localizar e libertar a britânica.

A própria Osman foi levada a um hospital depois de ser encontrada. Ela recebeu atendimento médico e passou por avaliações físicas e psicológicas antes de reencontrar seus familiares.

Família agradece à Polícia do Malawi

Após a confirmação do resgate, a família de Osman expressou gratidão aos agentes que participaram das buscas e da operação que terminou com sua libertação.

Seu irmão, Shobi Jiwa, elogiou particularmente Noel Kayira e destacou o risco assumido pelo oficial durante o confronto. O policial se tornou uma das figuras centrais da operação depois de ter sido ferido durante o resgate.

O político malauiano Atupele Muluzi, presidente da Frente Democrática Unida, também confirmou publicamente que Osman havia sido localizada com vida e manifestou alívio diante do desfecho.

Reino Unido acompanhou o caso de perto

O governo britânico confirmou que manteve contato com as autoridades locais desde que o sequestro foi comunicado.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido afirmou que era motivo de alívio saber que a cidadã britânica havia sido libertada e reunida com sua família. O governo também agradeceu às autoridades do Malawi pelos esforços realizados durante a operação e informou que continuava oferecendo apoio a Osman e a seus familiares.

O caso ganhou especial atenção no Reino Unido porque Osman é natural de Leicester e vive há vários anos no Malawi. Seu perfil profissional também foi divulgado publicamente: ela trabalha no setor de auditoria e construiu parte de sua trajetória profissional no país africano.

Preocupação com aumento de sequestros no Malawi

O sequestro de Osman voltou a chamar atenção para a questão da segurança no Malawi. Embora crimes dessa natureza tenham sido historicamente pouco frequentes no país, autoridades e líderes locais vêm alertando para o aumento dos casos.

A operação também expôs os riscos enfrentados pelas forças de segurança durante investigações contra grupos suspeitos de envolvimento em sequestros. Neste caso, o confronto terminou com quatro suspeitos mortos e um alto oficial da polícia ferido.

Até o momento, porém, as autoridades não revelaram quem estaria por trás do sequestro, qual teria sido o objetivo específico dos responsáveis ou se outras pessoas estariam envolvidas. A investigação continua aberta, e a motivação do crime permanece sem esclarecimento.

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